E que eu continue...
Que eu continue a acreditar no outro mesmo sabendo que alguns valores esquisitos permeiam o mundo;
Que eu continue otimista, mesmo sabendo que o futuro que nos espera nem sempre é tão alegre;
Que eu continue com a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, uma lição difícil de ser aprendida;

Chico Xavier

24 agosto 2011

SAUDADE É ASSIM...


Quando se está com raiva existe a palavra, o grito, os argumentos e até a vontade de ficar longe.

Quando se está feliz existe o abraço, o carinho, o aconchego e as risadas compartilhadas.

Quando se está triste existem as lágrimas, o desabafo, a mão estendida e o ombro que vai amparar o rosto.

Quando se está com SAUDADE, não existe nada… não há presença, cheiro, olhar, sorrisos, voz ou proximidade da pessoa que se quer ter perto.

SAUDADE é vazio preenchido de vontade, é sede que não sacia, é fome que não acaba. Saudade é falta.

SAUDADE é estar só e ao mesmo tempo rodeada de uma presente ausência, de pensamentos recorrentes, de desejos intermináveis.

SAUDADE é dormir sentindo, sonhar revivendo e acordar enquanto a alegria continua adormecida.

SAUDADE não tem cor, mas pode ser cinza quando não há volta ou iluminada como o sol, quando sabemos que estaremos perto de novo.

SAUDADE é contar o tempo e acreditar que ele está mais lento, é ter a sensação constante de que toda a angústia acabará em alguns minutos, dentro de um abraço.

SAUDADE é não saber e tentar imaginar onde está quem queremos.

SAUDADE é música que aperta o peito, riso que desperta o choro, presente que queremos transformar em passado.

SAUDADE é nostalgia do que ainda não conseguimos esquecer… ou do que não queremos esquecer.

SAUDADE é perfuro-cortante, afiada e fria como uma lâmina, mas que se transforma em fogo quando terminada.

SAUDADE é ficar esperando o dia, a hora, o lugar e o momento de dizer “eu senti saudade!”.

SAUDADE é olhar de longe e pensar o que fazer para acabar com a distância.

SAUDADE é insana, não tem planejamento, discernimento ou auto-controle… simplesmente revira e tira tudo do lugar.

SAUDADE é reconstituir por muitas, muitas, muitas vezes o último beijo e o último sorriso.

SAUDADE é planejar os próximos abraços, toques, ficar agarradinho… é a expectativa de encontrar de novo.

SAUDADE é isso que você está sentindo agora, enquanto lembra de quem te desperta esse sentimento....

17 agosto 2011

Sou como...



Sou como você me vê...posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,depende de quando e como você me vê passar...suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras, sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calma e perdôo logo.
Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre...Tenho felicidade o bastante para ser doce,dificuldades para ser forte,tristeza para ser humana e esperança suficiente para ser feliz. Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre...Sou uma filha da natureza:quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser...a única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.

Clarice Lispector

12 agosto 2011

Certezas


O sim, o não e o talvez.
Razão que tudo prova,
Fantasia e sentimento.
Pretextos que explicam
A falta e o complemento.
Explícitas ilusões,
Verdades inventadas,
Mentiras sonhadas
Na real condição.

De leve e inteira,
Oculta exatidão.
Dúvida e resposta,
Exposta certeza,
imaginação...
O que dá
E o que nega,
O que repudia
E o que esfrega.
O que ama,
o que despreza,
O que pragueja
E o que reza.
O doce e o sal,
O bem e o mal,
O que finca raiz
e o que levanta vôo,
Eu sou.

(Cecília Egreja

04 agosto 2011

Há Momentos


Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

02 agosto 2011

Decidi



Decidi
quebrar alguns conceitos
que nem eram
tão meus...

Decidi
não esperar um abraço
abraçar primeiro...
Não esperar um carinho
ser mais carinhosa,
me desarmar dos medos
geralmente são tolos
ou no máximo
bobinhos...

Decidi
Usar as roupas que gosto
mesmo que não estejam na moda...
Elas são minhas e vestem,
de certo modo, minha alma
por que a faz sorrir.

Decidi amar sem medo...
se tiver que sofrer
terá valido apena,
dizem que um segundo de amor
pode valer a dor da eternidade
de uma saudade.
Não custa experimentar...

Mas o que decidi pra valer
é viver o hoje, o agora.
Olhar o sol, a lua,
sentir o cheiro da chuva
quando derrama
as primeiras gotas
na terra seca... Bater palmas
pra natureza...
Decidi revirar minhas gavetas,
as da alma.

Decidi que ninguém é mais importante
do que eu, porque só pode amar
alguém aquele que se ama.
e a partir de agora,
posso me dedicar a amar você.

(Sirlei L. Passolongo)




26 julho 2011

Hoje faz 3 meses







AMOR VERDADEIRO

Hoje faz 03 meses
Coisa que não parece ser
Faz 03 meses que você se foi
Deixando muita gente sofrer
As vezes pergunto a Deus
Porque tivestes que ir
E parece que alguém me responde
Um dia todos irão
E vai ser sempre assim
Espero que você esteja bem
Mas sei que voce está
Num lugar maravilhoso
Fazendo o bem a todos
Que realmente precisar
Mas, onde estiver
Quero que você saiba
Que realmente te amo
E sempre irei te amar.
******************************​****
Gostava Tanto De Você
(E. Trindade)
Nem sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristeza vou viver
E aquele adeus não pude dar
Você marcou em minha vida
Viveu, morreu na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão que em minha porta bate

E eu...
Gostava tanto de voce...
Gostava tanto de voce...

Eu corro, fujo dessa sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver pra não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você ...refrão

a musica diz gostava tanto de você eu digo:
ainda gosto tanto de VOCÊ...

05 julho 2011

"Não importa o que as outras pessoas falem de você, o importante é que você continue sendo a pessoa que sempre foi, se mudar mude para melhor."

Sem etiqueta, sem preço

A nota é internacional e diz, mais ou menos, assim:

Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer.

Eis que o sujeito desce na estação do metrô de Nova Iorque, vestindo jeans, camiseta e boné.

Encosta-se próximo a entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.




Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.

Joshua Bell
Ninguém sabia mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.

 Alguns dias antes, Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custaram a bagatela de mil dólares.

A experiência no metrô, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.

A iniciativa realizada pelo Jornal 'The Washington Post' era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.

A conclusão é de que estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.

Bell, no metrô, era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.

Esse é mais um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas, que são únicas, singulares e que não damos importância porque não vem com a etiqueta do preço.


Afinal, o que tem valor real para nós, independentes de marcas, preços e grifes? É o que o mercado diz que podemos ter, sentir, vestir ou ser?

Será que os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia e pelas instituições que detêm o poder financeiro?

Será que estamos valorizando somente aquilo que está com etiqueta de preço?

Uma empresa de cartão de crédito investiu, há algum tempo, em propaganda na qual depois de mostrar vários itens, com seus respectivos preços, apresenta uma cena de afeto, alegria e informa: não tem preço.

ohhappyday

E é isso que precisamos aprender a valorizar. Aquilo que não tem preço porque não se compra.


vestidinhosecalcoezinhos


Não se compra a amizade, o amor, a afeição. Não se compra carinho, dedicação, abraços e beijos.




vestidinhosecalcoezinhos

Não se compra raio de sol, nem gotas de chuva.
A canção do vento que passa sibilando pelo tronco oco de uma árvore é grátis.


blog.krisatomic


A criança que corre espontânea ao nosso encontro e se pendura em nosso pescoço, não tem preço.
O colar que ela faz, contornando-nos o pescoço com os braços não está à venda em nenhuma joalheria.
E o calor que transmite dura o quanto durar a nossa lembrança.




O ar que respiramos, a brisa que embaraça os nossos cabelos, o verde das árvores e o colorido das flores nos é dado por Deus, gratuitamente.

Pensemos nisso e aproveitemos mais tudo o que está ao nosso alcance, sem preço, sem patente registrada, sem etiqueta de grife.

vestidinhosecalcoezinhos

Usufruamos dos momentos de ternura que os amores nos ofertam, intensamente, entendendo que sempre a manifestação do afeto é única, extraordinária, especial.



vestidinhosecalcoezinhos


Fiquemos mais atentos ao que nos cercam, sejamos gratos pelo o que nos é ofertado e sejamos felizes, desde hoje, enquanto o dia nos sorri e o sol despeja luz em nossos corações.




Texto: 'Redação do momento Espírita' 
a partir do comentário de Willian Hazlitt
que circula pela internet
CREDITOS BLOG:http://bembemsimples.blogspot.com/

14 junho 2011

Texto MARTHA MEDEIROS



A DOR QUE DÓI MAIS


Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.


Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.


Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.


Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

Martha Medeiros